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Estima-se que os custos de fabricação do iPhone 12 sejam 26% maiores que os do 11

Quando começou-se a falar do iPhone 12 meses antes da Apple apresentar o aparelho oficialmente, já se comentava que ele custaria mais por adotar materiais mais caros, como tela OLED em todos os modelos, chip 5G e outros componentes.

Inclusive, sempre afirmamos aqui que este seria o real motivo para a empresa decidir não entregar o carregador dentro da caixa, e não uma preocupação com o meio ambiente.

Agora, a empresa de pesquisa de mercado Counterpoint avaliou quanto custariam os componentes necessários para montar um iPhone 12, e ratificou que ele é mesmo mais caro para fabricar.

Antes de tudo, é importante você entender uma coisa: analisar separadamente os valores dos componentes de um celular não permite definir o seu real custo, porque é preciso bem mais coisas para vender mundialmente um smartphone. Há os custos de embalagem, montagem, transporte, marketing, pessoal e, o mais importante, os custos do setor de Pesquisa e Desenvolvimento, que gastam meses (por vezes anos) para chegar a um produto eficiente.

Por isso que as fabricantes que copiam produtos de outras empresas podem vender por bem menos, pois o maior custo do processo é eliminado.

Dito isso, a Counterpoint analisou e concluiu que os componentes para a montagem de um modelo americano do iPhone 12 de 128GB custariam cerca de US$ 431, se comprados individualmente no mercado.

Isto significa um custo 26% maior do que o mesmo tipo de modelo do iPhone 11.

É importante lembrar que o modelo americano da linha iPhone 12 possui um 5G diferente do resto do mundo, chamado de mmWave. E ele aumenta ainda mais este custo.

Mesmo assim, até mesmo o modelo internacional com 5G “comum” sofre com a comparação em relação ao ano anterior, custando cerca de 18% a mais.

Além do chip 5G, outros componentes teriam ajudado neste aumento. O próprio processador A14 Bionic teria um custo de US$17 a mais por unidade em relação ao A13.

Já a adoção da tela OLED em todos os modelos teria aumentado os custos em US$ 23 por aparelho. Isso a gente já comentou aqui quando o primeiro celular da Apple a usar este material, o iPhone X, foi anunciado.

Se formos calcular o preço final, o iPhone 11 custava US$ 699 nos EUA no ano passado. Um aumento de 26% nos EUA deveria aumentar o preço do iPhone 12 para US$ 880, mas no final ele acabou saindo por US$ 799.

Segundo a pesquisa, a Apple provavelmente procurou baixar o preço final de outras formas, como diversificar as empresas fabricantes de componentes (criando uma briga de preços entre elas) e, obviamente, retirando acessórios da caixa.


Este estudo não muda nada até aqui e nem busca justificar nada. Apenas nos dá uma noção do que já se discutia desde sempre: a Apple fez um aparelho mais caro em 2020.

E como sempre, quem acaba pagando esse custo é o consumidor.

Fonte | blogdoiphone