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Screen Time – Vê a vida a andar para trás no teu iPhone

Não é fácil admitir que se é minimamente viciado em algo. Não é que o esteja a fazer neste momento. E não o faço porque não há um padrão no qual me possa basear para abordar a seguinte questão: Screen Time.

Esta feature foi algo introduzido no iPhone com o iOS 12 para os devices que o suportam. E a verdade é que, por mais que pareça inútil e passe desapercebida, este recurso deveria ser usado por todos nós. Porquê? Pois não é certo que passamos muito ou pouco tempo no telefone, de todo.

Screen Time é simples de ativar e pode ser encontrado nas Definições!

Em grande medida, é muito simples ativar o recurso, que está integrado de origem no iPhone. As métricas podem ser analisadas numa base semanal ou diária, ainda que aprecie mais a análise da primeira. Depois disso, pode ser visto quanto tempo se passa numa dada aplicação em específico ou consoante o grupo em que se insere. Por exemplo, Social Media. E claro, quantas vezes se pega no telefone num dia e quantas notificações foram recebidas. Para além disso, é possível definir limites de tempo do uso diário das ditas aplicações e notificações que delas possam surgir.

No entanto, é após essa descrição objetiva dos dados, que entra a questão mais subjetiva. Será que é menos prejudicial estar em frente ao ecrã do smartphone se o conteúdo consumido for proveniente de aplicações de âmbito económico e não redes sociais? Teoricamente. Contudo, é através das redes sociais que as pessoas fazem parte da sua comunicação, principalmente se estiverem em pontos geográficos distintos.

Por outro lado, ninguém garante que um utilizador com 240 pickups por dia seja mais viciado que outro que o faz apenas 120 vezes. Se o segundo passar seis horas no smartphone e o primeiro apenas três, e vice-versa. Mas daí surge outra questão, então o porquê de pegar no iPhone tantas vezes?

Pessoalmente, infelizmente, na última semana, houve um dia que vi o número de pickups chegar às 400 vezes. E, para que conste, a média é ligeiramente superior às duas centenas. O objetivo é, para mim, diminuir o número de pickups do terminal. E claro, reduzir o uso do mesmo de quatro horas, em média, por dia, para as três, pelo menos.

Como assim, 400 vezes que peguei no iPhone em 24 horas?!

Todavia, com mais de 4550 notificações recebidas durante a semana – mesmo com grupos de WhatsApp e Messenger desprovidos desses alarmes –, não fica assim tão simples.

Por último, a questão do Screen Time trespassa a velha temática de que, durante o convívio com outras pessoas, nos encontramos a swipar no iPhone. Antes de conhecer os dados apresentados anteriormente, nunca havia questionado o tempo que passava em frente ao iPhone porque sabia que não o segurava quando presente com amigos, familiares ou conhecidos – exceto para chamar um Uber. Assim, se não é aí que o tempo no iPhone me está a roubar tempo daquele dia, então é em horas de sono, de deslocação entre casa e o trabalho, no momento em que falto ao ginásio ou à refeição. Certo é que retira-nos tempo.

E então, o que é “ser viciado” no smartphone?

Fonte | All Things Apple



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